quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Banguela 

Banguela, como pode estar,
Ela, dona desses lindos dentes, 
Que traz um sorriso em seu olhar, 
Todo afortunado e inocente, 

Banguela, que faz do céu, 
Faltando uma lua, um sol, 
Menina banguela das meias sem cores, 
Que perdeu a sua blusa, 

Banguela que não deixa de sorrir
Por onde passa, no lugar em que está, 
Menina, não banguela, 
Não precisa de dentes para feliz estar, 

Menina banguela da bicicleta vermelha, 
Anda noite e dia querendo pirueta, 
A sua bike já não é mais a mesma
Da menina banguela que só anda de meias.

sábado, 26 de agosto de 2017


 Donzela, Princesa e Plebeia 

Luziam-se, amam e encantam-se com o viver
Guerreira do sexo feminino, porém frágil como um pedaço de vidro
Mas, cortante como uma florete e amável como uma rosa,
Pequenos cristais da origem do ser feminino

Lideres de seu ser que molda ao instinto de viver,
Perdendo no sopro da felicidade a tristeza,
Desafogando-se do mar para formar-se uma sereia,
Que nada como um peixe curioso dentro de um balde, 


E tem asas como os pássaros famintos por liberdade
Exuberam como uma cachoeira de águas com chamas,
Renascem como deusas ou uma Cleópatra que luta, 
Fulminam como estrelas, cometas e asteroides,


Honrar, reinar e estrelar à estrela mais brilhante do céu, 
O arco-íris mais colorido, a alma que mais pluma na escuridão, 
Na solidão do anoitecer, unicamente igualitário ao lunissolar, 
A estrada de universos que conduz o beijo até aos lábios, 


O silêncio que se desfaz entre o vento e corre como um tigre
Pousando como pombos que não param de correr em sentido oposto de andar
Entram em ebulição para acabar com a abulia
Sóbrias e soberanas mulheres que foram criança um dia.



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O Silêncio dos Gritos



O silêncio nem sempre é calmo e quieto
Ele grita como um homem apanhando, levando chicotadas
E sendo o réu dos chicoteadores
Que silencia a voz do homem que grita




Gritos inquietantes, perturbadores do réu daquela noite
Que lagrima-se ao silêncio da meia noite
És mais um inocente sendo morto pelos cafetões delinquentes
Que tira do homem ser, a sua vida, e leva-se consigo um parabéns
Porém, na próxima noite tem, mais um que gritará




Não irá ser salvo por ninguém, apenas pela inquietude
Do silêncio das cordas vocais que fará daquela noite
Uma meia noite, única para aquele réu
Mas, mais uma para os cafetões comprimem as suas missões.
Quando o homem escreve mais em base aos outros do que ele mesmo, percebe-se que ele é mais os outros do que si próprio.
Bonito mesmo é não pegar ideias dos outros, é criarmos as nossas próprias ideias, é ampliarmos o nosso vocabulário sem precisar usar de outras pessoas. É buscarmos mais dentro de si do que dos outros. Bonito mesmo é criar o que ainda não existe, isso é ser o autor de seu próprio engenhar.
Criar não é buscar palavras novas para dar vida a um texto, mas sim, o homem escritor dar vida ao seu texto com o seu próprio talento sem precisar utilizar de outros.